O confronto entre Independiente e Universidad de Chile, válido pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana, teve que ser cancelado devido a uma série de incidentes violentos nas arquibancadas do estádio Libertadores de América, em Avellaneda, na última quarta-feira.
De acordo com relatos, torcedores chilenos na Platea Norte Alta, acima da torcida do Independiente, começaram a atirar objetos e cadeiras durante o intervalo, além de queimarem materiais no local. Com a falta de grades separando as torcidas, a situação logo se tornou perigosa. O segundo tempo foi iniciado pela arbitragem, mas apenas dois minutos se passaram antes que a partida fosse interrompida. Alguns torcedores argentinos chegaram a invadir o campo em busca de segurança.
A situação piorou quando a maior parte da torcida visitante deixou o estádio, porém cerca de 20 chilenos permaneceram nas arquibancadas. Membros das “barras bravas” do Independiente invadiram o setor visitante e, de acordo com vídeos circulando nas redes sociais, cerca de 100 torcedores atacaram os chilenos com pedaços de ferro, forçando alguns deles a se despirem.
O embaixador chileno em Buenos Aires, José Antonio Viera-Gallo, informou que 97 pessoas foram detidas, incluindo três mulheres e cinco menores. O clube Universidad de Chile relatou que 19 torcedores sofreram ferimentos, alguns de gravidade.
Mesmo com 659 policiais presentes no estádio, eles não estavam nas arquibancadas. A segurança interna era responsabilidade de 150 seguranças privados contratados pelo Independiente, os quais não conseguiram controlar a situação. Após mais de uma hora de paralisação, a Conmebol decidiu suspender definitivamente o jogo.
A Confederação Sul-Americana condenou os atos de violência e comprometeu-se a acompanhar de perto a situação das pessoas afetadas. Além disso, afirmou que aplicará sanções disciplinares aos clubes envolvidos de acordo com o Código Disciplinar da Conmebol, podendo chegar até à desclassificação em casos graves de comportamento inadequado por parte dos torcedores.
A Conmebol reiterou seu compromisso com a erradicação da violência no futebol, destacando a responsabilidade dos clubes anfitriões pela segurança e a importância de adotar medidas preventivas para evitar que incidentes como esse se repitam.
Informações do ge.globo
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