Na Copa de 2026, inteligência artificial entra definitivamente em campo

Novos recursos usados nos jogos, revelam como a tecnologia está transformando a experiência dentro e fora dos estádios

A Copa do Mundo de 2026 não ficará marcada apenas pela participação inédita de 48 seleções. O torneio também consolidou a inteligência artificial como protagonista dentro e fora dos gramados, com recursos que ampliam a precisão das decisões, aumentam a transparência das arbitragens e melhoram a experiência do público.

Entre as novidades estão o impedimento semiautomatizado, que envia alertas aos assistentes em lances claros, os avatares tridimensionais criados a partir do escaneamento dos atletas para facilitar a análise das jogadas, as câmeras corporais dos árbitros, a bola equipada com sensores que registram centenas de movimentos por segundo e uma plataforma de inteligência artificial disponibilizada às 48 seleções para análises táticas.

Para Roberto Medeiros, CEO da EPI-USE Brasil, consultoria especializada em soluções tecnológicas, a competição simboliza uma mudança na percepção da sociedade sobre a IA.

“A tecnologia deixou de atuar apenas nos bastidores e passou a fazer parte da experiência das pessoas. Quando milhões de espectadores acompanham uma decisão baseada em inteligência artificial ou entendem visualmente como um lance foi analisado, ela se torna mais acessível e confiável.”

Segundo o executivo, o futebol reflete uma transformação que já ocorre em diversos setores. “Durante muitos anos, a IA parecia distante para grande parte da população. Hoje está presente no esporte, nos bancos, na saúde, na logística e na indústria. A Copa mostra que a tecnologia não substitui pessoas. Ela amplia a capacidade de tomar decisões mais rápidas e baseadas em dados.”

Outro aspecto destacado pelo especialista é a democratização do acesso à tecnologia. Ao oferecer as mesmas ferramentas de análise às 48 seleções, a FIFA reforça que a competitividade depende cada vez mais do uso estratégico da informação, e não apenas do investimento financeiro.

“Plataformas em nuvem, IA generativa e automação permitem que empresas de diferentes portes utilizem recursos antes restritos às grandes corporações. Isso muda a dinâmica da inovação.”

Mesmo com sensores e algoritmos processando milhões de informações durante as partidas, a decisão final continua sendo do árbitro, um modelo que, segundo Medeiros, também inspira o ambiente corporativo.

“Existe a percepção de que a inteligência artificial decide sozinha. Na prática, ela apoia profissionais, reduz erros, acelera processos e qualifica a tomada de decisão. A responsabilidade permanece humana.” Para o executivo, o principal legado da Copa é aproximar a sociedade das aplicações práticas da inteligência artificial.

“Grandes eventos aceleram a adoção de novas tecnologias. Desta vez, milhões de pessoas puderam acompanhar, em tempo real, como inteligência artificial, análise de dados e automação funcionam na prática, reduzindo barreiras culturais e aproximando a transformação digital do cotidiano.”

Michelly Soares
(21) 99229-5781
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By Apito News

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